sábado, 5 de novembro de 2011

Les Invalides - Museu de Armas

Les Invalides é como é chamado esse edifício que atualmente é o Museu de Armas.
É um enorme conjunto onde se tem o Hôtel des Invalides, o Duomo e a Igreja de São Luis.

Luis XIV mandou construir esse edifício em 1670 para abrigar os seus soldados inválidos ou demasiados velhos para servir.






No Museu em sua entrada principal já começa com o memorial do General Charles de Gaulle com direito a ouvir o seu chamamento, realizado na Rádio BBC em Londres, em junho de 1940, ao povo francês.
Foi um apelo à resistência após a derrota e a invasão dos alemães

Em 2005, o discurso de 18 de junho de 1940 foi considerado pela Unesco no programa MEMÓRIA DO MUNDO.

Ao final da postagem veja 3 videos dos discursos do General de Gaulle.

O primeiro vídeo é o discurso inicial feito em 18 de junho de 1940 que infelizmente não há uma gravação dele. O General fez seu pronunciamento na rádio e dele temos o registro em texto.

O segundo vídeo, gravado, foi feito no dia 22 de junho de 1940, que as vezes as pessoas o confundem com o do dia 18 de junho.

O terceiro vídeo é um trecho de um documentário de um filme francês, chamado CE JOUR LÀ, TOUT A CHANGÉ - L'appel du 18 juin, que sempre é exibido no dia 18 de junho na França.

Ao final dos videos coloco a tradução de seu discurso do dia 18 de junho.

Nessa foto se vê o quepe do General e sua mala.















No pátio se encontram canhões e tanques da época da guerra.












Ao se entrar na Catedral se encontram as tumbas dos irmãos de Napoleão Bonaparte e de outras pessoas importantes.
Na foto ao lado é a tumba do irmão Joseph Bonaparte.











Nessa foto ao lado é a tumba do Marechal Ferdinand Foch, herói de guerra, contribuiu para a derrota do alemães em 1918 com o planejamento da Grande Ofensiva.















Na igreja de Saint-Louis-des-Invalides se encontra a cripta de Napoleão, exatamente sob a cúpula da igreja,
que é belíssima.













A entrada para essa cripta fica por trás da imagem da cruz de cristo.




















Ao se dar a volta se depara com uma majestosa entrada com duas estátuas, uma em cada lado, e acima uma inscrição.














Ao se entrar na cripta se lê os dizeres: "Eu desejo que minhas cinzas repousem a beira do Sena, em meio ao povo francês que eu tanto amei."



Em seu centro se encontra o seu sarcófago.
Napoleão morreu em Santa Helena no ano de 1821, porém os franceses só conseguiram permissão da Inglaterra de repatriar seus restos mortais sete anos depois.
Em volta do sarcófago se encontram 12 estátuas que representam a vitória.








Seus restos mortais foram enterrados como se fosse de um faraó egípcio.

Foram colocado em 6 ataúdes: o primeiro de ferro, o segundo de mogno, o terceiro e o quarto de chumbo, o quinto de madeira de ébano e o sexto de azinheira.
Todos eles depositados no sarcófago de pórfiro.







Ao seu lado se encontra o túmulo de seu filho Francisco Jose Carlos Bonaparte, filho com Maria Luiza, princesa da Áustria, da dinastia dos Habsburgos.
Ao nascer, Napoleão o chamou de Rei de Roma, também foi chamado de l'Aiglon (filhote da águia).
















No interior da cripta há varias esculturas como esta que está escrito: "Meu único código por sua simplicidade fez mais bem à França que todas as leis que me precederam".
Foi uma de suas citações.










É uma referência ao Código Civil dos Franceses outorgado por Napoleão, uma obra das mais marcantes criadas na Revolução Francesa que serviu de norte para toda a humanidade.












Mais fotos, ao final os vídeos.





Informações:
O museu abre às 10h e fecha às 17h (outubro a março) e fecha às 18h (abril a setembro).
Custa atualmente 9 euros.

Para chegar de metro/RER pode soltar nas estações:
Latour-Maubourg, Invalides, ligne 8,
Varenne, Saint François-Xavier, ligne 13
Invalides, RER C



Seu discuso de 22 de junho de 1940


Trecho do documentário: CE JOUR LÀ, TOUT A CHANGÉ


Transcrição de seu discurso feito em 18 de junho de 1940.

"Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se..."

"Os chefes que há muitos anos se encontram à frente dos exércitos franceses formaram um governo.

Este governo, alegando a derrota dos nossos exércitos, entrou em contato com o inimigo para cessar o combate.

É certo que fomos e estamos a ser esmagados pela força mecânica, terrestre e aérea do inimigo

Muito mais que o seu número, são os tanques, os aviões e a tática dos alemães que nos fazem recuar.

Foram os tanques, os aviões, e a tática dos alemães que surpreenderam os nossos chefes ao ponto de os levarem onde estão hoje.

Mas estará dita a última palavra? Deverá a esperança desaparecer? Será a derrota definitiva? Não!

Acreditem em mim, que vos falo com conhecimento de causa e vos digo que nada está perdido para a França.

Os mesmos meios que nos venceram podem um dia dar-nos a vitória.

Porque a França não está sozinha! Ela não está sozinha! Ela não está sozinha!
Ela tem um vasto império atrás de si.

Pode formar um bloco com o Império Britânico, que domina o mar e continua a luta.

Ela pode, tal como a Inglaterra, utilizar sem limites a imensa indústria dos Estados Unidos.

Esta guerra não se limita ao território infeliz do nosso país. Esta guerra não é difinida pela batalha da França.

Esta guerra é uma guerra mundial. Todas as falhas, todos os atrasos e todos os sofrimentos não impedem que exitam, no universo, todos os meios necessários para um dia esmagar os nossos inimigos.

Esmagados hoje pela força mecânica, poderemos vencer no futuro com uma força mecânica superior.
É aí que está o destino do mundo.

Eu, General de Gaulle, atualmente em Londres, convido os oficiais e soldados franceses que se encontram em território britânico, ou que venham a se encontrar, com ou sem as suas armas, convido os engenheiros e os operários especialitas em industria de armamento que se encontram em território britânico ou que venham a se encontrar a entrarem em contato comigo.

Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se e não se extinguierá.

Amanhã, como hoje, falarei na Rádio de Londres"


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Transcrição do discurso de 22 de junho de 1940

Le gouvernement français, après avoir demandé l'armistice, connaît, maintenant, les conditions dictées par l'ennemi.


Il résulte de ces conditions que les forces françaises de terre, de mer et de l'air seraient entièrement démobilisées, que nos armes seraient livrées, que le territoire français serait totalement occupé et que le gouvernement français tomberait sous la dépendance de l'Allemagne et de l'Italie.


On peut donc dire que cet armistice serait non seulement une capitulation mais encore un asservissement.


Or, beaucoup de Français n'acceptent pas la capitulation ni la servitude pour des raisons qui s'appellent l'honneur, le bon sens, l'intérêt supérieur de la patrie.


Je dis l'honneur, car la France s'est engagée à ne déposer les armes que d'accord avec ses alliés.


Tant que ses alliés continuent la guerre, son gouvernement n'a pas le droit de se rendre à l'ennemi.


Le gouvernement polonais, le gouvernement norvégien, le gouvernement hollandais, le gouvernement belge, le gouvernement luxembourgeois, quoique chassés de leur territoire, ont compris ainsi leur devoir.


Je dis le bon sens, car il est absurde de considérer la lutte comme perdue.


Oui, nous avons subi une grande défaite.


Un système militaire mauvais, les fautes commises dans la conduite des opérations, l'esprit d'abandon du gouvernement pendant ces derniers combats nous ont fait perdre la bataille de France.


Mais il nous reste un vaste empire, une flotte intacte, beaucoup d'or.

Il nous reste des alliés dont les ressources sont immenses, et qui dominent les mers.


Il nous reste les gigantesques possibilités de l'industrie américaine.


Les mêmes conditions de la guerre qui nous ont fait battre par cinq mille avions et six mille chars peuvent nous donner, demain, la victoire par vingt mille chars et vingt mille avions.


Je dis l'intérêt supérieur de la patrie car cette guerre n'est pas une guerre franco-allemande, qu'une bataille puisse décider.


Cette guerre est une guerre mondiale.


Nul ne peut prévoir si les peuples qui sont neutres, aujourd'hui, le resteront demain.


Même les alliés de l'Allemagne resteront-ils toujours ses alliés ?


Si les forces de la liberté triomphent finalement de celles de la servitude, quel serait le destin d'une France qui se serait soumise à l'ennemi ?


L'honneur, le bon sens, l'intérêt supérieur de la patrie commandent à tous les Français libres de continuer le combat là où ils seront et comme ils pourront.


Il est, par conséquent, nécessaire de grouper partout où cela se peut une force française aussi grande que possible.


Tout ce qui peut être réuni en fait d'éléments militaires français et de capacité française de production d'armement doit être organisé partout où il y en a.


Moi, général De Gaulle, j'entreprends ici, en Angleterre, cette tâche nationale.


J'invite tous les militaires français des armées de terre, de mer et de l'air, j'invite les ingénieurs et les ouvriers français spécialistes de l'armement qui se trouvent en territoire britannique ou qui pourraient y parvenir, à se réunir à moi. J'invite les chefs, les soldats, les marins, les aviateurs des forces françaises de terre, de mer, de l'air, où qu'ils se trouvent actuellement, à se mettre en rapport avec moi. J'invite tous les Français qui veulent rester libres à m'écouter et à me suivre.


Vive la France libre dans l'honneur et dans l'indépendance !



sábado, 1 de outubro de 2011

Mont-Saint-Michel - França

Essa abadia construída nessa grande rocha e todo o seu conjunto é de uma beleza singular!

O vento soprando no rosto, a terra que se perde ao longo da vista no horizonte.... e imaginando como aquele lugar deve ser quando ocorre a alta da maré e se torna uma ilha... é delicioso!!!








O Mont Saint Michel, chamado de A Maravilha do Ocidente, se localiza entre a Normandia e a Bretanha, a cerca de 4 horas de viagem desde Paris.

É uma ilha rochosa que se localiza na foz do rio Couesnon.

Era um lugar considerado pelos Celta como sagrado.







Construído a mando do bispo de Avranches (Comuna Francesa), o bispo Aubert em 708 mandou que se construísse em honra ao Arcanjo São Miguel, e com isso o lugar tornou-se na época Medieval um grande centro de peregrinação.

Isto porque segundo se conta, teria o bispo recebido a visita do Arcanjo por duas vezes, ordenando ao bispo que construísse para ele, São Miguel, uma capela no rochedo que antigamente se chamava Monte Tumba.












Ao que parece o bispo estava inseguro de suas visões até que o anjo lhe apareceu pela 3ª vez, tocando-lhe a cabeça com o dedo, deixando uma marca no cabeça do bispo e então, finalmente, ele ordenou a construção.

Seu crânio se encontra em exposição na igreja de Saint-Gervais de Avranches, onde se vê um furo que teria sido a parte tocada pelo dedo do Arcanjo.













Os monges beneditinos instalaram-se em 966, no séc. X, e em sua base uma aldeia foi se desenvolvendo.

Mas, eles foram expulsos na época da Revolução Francesa e o lugar se tornou prisão do Estado.

Somente em 1965 uma comunidade reduzida de monges beneditinos se instalaram no Mont Saint Michel.

Sua arquitetura demonstra que havia uma forte necessidade de proteção e suas muralhas e fortificações
resistiram a todas as tentativas dos ingleses durante a Guerra dos 100 anos.


Fabulosamente construída sob uma rocha de forma piramidal, construíram a igreja abacial (parte superior) sobre criptas que criam uma plataforma capaz de suportar o peso de uma igreja de 80 metros de comprimento.


Possui 3 niveis: o primeiro nível (inferior) era destinado aos soldados e peregrinos, o nível intermediário aos nobres e o terceiro nível eram onde os monges residiam.


Quando a maré está baixa, há que se ter cuidado, pois há partes com areia movediça.

No ano de 138 há relatos de desaparecimento de 12 pessoas nos bancos de areia movediças.





Hoje em dia o Mont Saint Michel foi ligado ao continente por um dique e ele somente se torna uma ilha 2 vezes por mês, na lua cheia e na lua nova.

Visitamos o Mont Saint Michel através da excursão da Cityrama.
www.pariscityrama.com

Custou 165 euros, com visita guiada e almoço incluído.
O ônibus sai às 7h15 e retorna a Paris às 21h15.



No caminho se para em uma grande lanchonete para o lanche por volta das 10h.
Por volta das 12h paramos em um hotel/restaurante muito próximo do Mont Saint Michel para o almoço.
Aqui registro a primeira de duas reclamações em relação à esta excurssão:
1) nesse almoço não estava incluído refrigerante. Só havia água e vinho. Tive que pagar 5 euros por uma latinha de refrigerante.

2) após o término da visita guiada à Abadia, resta pouco menos de 1h para fazer ou ver outras coisas.
Ao sair da Abadia se passa por uma grande loja de souvernirs com uma infinidade de coisas interessantes para se ver, o que já toma um tempo, e ainda tem a aldeia em volta com várias lojas e lugares oferecendo comidinhas, se passa pelas ruazinhas estreitas, cheias de gente, e se vai sentindo o cheirinho de comida. É tentador!

Eu queria ter tido tempo para comprar algo para comer mas não havia tempo, pois mal deu para ver a aldeia, e entrar numa outra loja da aldeia, e isso tudo correndo pois o ônibus partiria em 20 minutos quando já estávamos no sopé da aldeia.

Sem falar que de volta ao estacionamento se dá uma boa pernada: há que se descer toda uma escadaria e andar ao final um pouco mais até onde o ônibus conseguiu parar.
Então precisa-se de tempo para descer, tempo para ver a loja da abadia, tempo para ver a aldeia e suas lojas e quem sabe comprar algo para comer.
O tempo após a visita guiada foi insuficiente para mim.
Tirando essas duas reclamações o resto foi perfeito.

CONSELHO: Se puder, alugue um carro e vá apreciar esse lugar que é simplesmente fantástico! Se hospede na região.

TENHO QUE VOLTAR A ESSE LUGAR E VISITÁ-LO À NOITE.
DIZEM QUE HÁ ESPETÁCULOS.

ESTE É PARA MIM UM DOS 1000 LUGARES PARA SE CONHECER ANTES DE MORRER!!!!


sábado, 3 de setembro de 2011

Basílica de Saint-Denis - França

A Catedral de Saint-Denis foi fundada no séc. VII pelo rei Dagoberto (rei Merovíngio).

Foi construída sobre um cemitério galo-romano, onde foi sepultado o primeiro bispo de Paris, Denis que fôra martirizado pelos romanos nos séc. III.
Saint Denis, santo padroeiro da França, está enterrado lá, juntamente com praticamente toda a realeza francesa.













Conta a lenda que, em Paris no ano de 250 d.C, o bispo Denis após ter sido decapitado, caminhou segurando sua cabeça por 6km ao norte, e no final de sua caminhada ele entregou sua cabeça a uma mulher que lhe parecia piedosa, e ela era da nobreza. Ao entregar sua cabeça ele chamou a mulher de Catulla e logo em seguida entrou em colapso. Ali então foi enterrado e posteriormente a Basílica foi construída.















Inicialmente construíram uma capela onde o santo havia sido sepultado por volta de 475.
Posteriormente fizeram ampliações, incluindo a cripta que foi consagrada em 775 na presença de Carlomagno.

Em 1137 o bispo Suger, decidiu reconstruir a Abadia, tornando a maior do que já era.
Construída inicialmente no estilo românico, sua fachada inova trazendo um estilo novo na França - o gótico.












Os arcos de sua fachada é uma lembrança do Arco de Constantino em Roma.
Também utiliza técnicas de iluminação em sua utilização de vitrais. Foi a primeira igreja a utilizar a rosácea em sua fachada.
Há Muita utilização de vitrais no interior da Abadia.
















O Rei Pepino o Breve foi coroado nesta Abadia em 754 na presença de seus filhos Carloman e o futuro Carlos Magno.
Também muitas rainhas foram coroadas nesta Abadia.

Joana D'arc, no dia 13 de setembro de 1429, antes de ser presa foi até a Basílica depositar suas armas numa forma de oferta a Saint Denis.

Mas que uma simples abadia, é o mausoléu dos reis ou pelo menos, de alguns, pois destes resta apenas a tumba, isto porque durante a Revolução Francesa, algumas tumbas foram abertas e retiraram os corpos e os jogaram numa vala comum e em seguida despejaram cal.

Mas a Guerra dos
Cem anos e os distúrbios políticos contribuíram para o declínio da abadia real muito antes que a Revolução o fizesse.



As obras de restauração foram comandadas por Napoleão I, e continuou ao longo de todo o séc. XIX.

Pode-se dizer que há na abadia os restos de 46 reis, 32 rainhas, 63 príncipes e princesas e 10 ilustres servidores do reino.

Os corpos de Luis XVI e de Maria Antonieta, que foram sepultados inicialmente no adro de Madeleine, também receberam cal, por sorte, conseguiram identificar alguns ossos do casal.
O que restou foi trazido e sepultado na Basílica de Saint Denis.
As sepulturas do casal real são as do meio, as quais aponto.







Quanto aos outros corpos reais que estavam na vala comum não houve possibilidade de identificação. Recolheram todos e os depositaram num ossário na cripta da igreja.

O coração de Luis XVII, segundo filho de Louis XVI e Maria Antonieta, se encontra selado em uma das paredes da cripta.



















A Abadia também guarda várias relíquias e com isso passa a ter um triplo papel-protetor: da alma e do corpo do rei por sua função de necrópole, do reino simbolizado pela presença da oriflama (bandeira real, e da coroa pela conservação em seu tesouro de objetos sagrados.

Os objetos desta foto pertenceram a Louis XVIII.







Como chegar na Basílica de Saint-Denis?
Simples. Ela fica nos arredores de Paris.
Tome o metrô da linha 13 no sentido Saint-Denis-Université.
Você desce na Estação de metro chamada Basilique de Saint-Denis.
Ao sair da estação siga à esquerda. Há placas indicando.
A Basília está a 5 minutos a pé.

Para contar a história das pessoas lá enterradas você tem a possibilidade de alugar um áudio-guia, imprescindível!

Endereço:
1 Rue de la Légion d'Honneur
Horário: 10h - 18h
Você pode alugar o audio-guia.

Veja mais fotos no álbum abaixo:

sábado, 6 de agosto de 2011

Louvre

Não poderíamos deixar de ir ao Louvre por mais curta que fosse a nossa estadia em Paris.

Considerado como o museu mais importante do mundo, devido a reunião de grandes obras valiosas e das mais variáveis, tinha em mente ver apenas algumas delas, mas vimos muito mais do que havíamos planejado e foi muito bom!






ORIGEM
O Louvre foi uma obra de vários reis e teve seu nascimento no séc. XI com o rei Phellippe Augusto, que mandou construir uma fortaleza próxima ao rio para sua defesa. Ele não morava nela, mas guardava o Tesouro Real e demais arquivos.

No séc. XIV Carlos V a melhorou tornando-a mais acolhedora e passou a morar nela.


Depois de seu reinado o Louvre não alojou mais reis, somente no reinado de Francisco I, em 1546, o novo rei então, mandou que melhorasse sua
construção, a tornasse mais habitável, e inserisse detalhes renascentistas.
Para isso mandou derrubar a velha fortaleza, mas suas bases ficaram.

Os trabalhos continuaram reinado após reinado, se seguindo pelo reinado de Henrique II. Depois de sua morte a rainha Catarina de Medeci pensou em construir um palácio nas Tullerias e uní-lo ao Louvre.

Os trabalhos de ampliação seguiam, e vieram os reis Henrique IV, Luis XIII, Luis XIV e mais ampliações iam sendo feitas.
Com a mudança da Corte de Versalles para o Palácio as obras pararam em 1692 e ele foi abandonado, e foi desmoronando aos pouquinhos.
Após a Revolução, os trabalhos foram retomados a mando de Napoleão I, e foi seguindo até Napoleão III - sob o seu reinado a construção teve fim com a última ampliação que foi a construção da ala Norte na rua de Rivoli, acabada em 1852.

Em 1871 houve um grande incêndio nas Tullerias destruíndo o palácio e dando ao Louvre o seu aspecto que tem hoje.













COLEÇÕES E OBRAS
A coleção começou com o Rei Francisco I que era um amante das artes. Ele contratou os serviços de Leonardo da Vinci. Os outros reis não tinham tanta dedicação à Coleção dessas obras, mas no reinado de Louis XIII, o Louvre foi enriquecido um pouco mais graças ao seu Ministro o Cardeal Richelieu que era um apreciador e colecionador de obras de artes. Quando este morreu deixou sua coleção para a Coroa.
Ao longo de todos os demais reinados mais e mais obras iam sendo somadas ao Louvre.

O MUSEU
O Palácio não havia sido construído para ser um museu, de forma que esteve durante muito tempo, mau estruturado em termos de apresentação de suas obras.

Foi no governo de François Mitterand que se reestruturou o Louvre para apresentar melhor a sua enorme e vasta coleção.







Em 1983 no coraçãodo Louvre, no
subsolo da Cour Napoleão se criou uma ampla entrada sob uma pirâmide de cristal. Por essa entrada se tem acesso às 3 alas do Louvre: Richelieu, Sully e Denon.











A Pirâmide deu ao Louvre uma imagem moderna, que em momento algum inibe a beleza da construção histórica de seu prédio.













O QUE DEU PARA VERMOS
Pensando em passar um período de 3 horas no Louvre para que não se tornasse muito cansativo, escolhemos ver algumas obras clássicas e vimos muito mais do que pensávamos.

Eu adorei tudo e não me senti cansada após essas 3 horas, queria mais, pena não ter tido mais tempo.

Como as primeiras da lista eram Vitória de Samotrácia e Monalisa, escolhemos começar pela ala Denon que é onde elas se encontram.



VITORIA OU NIKE DE SAMOTRÁCIA
Data de 190 a.C, possui 2m e 75 cm.
Nike era uma deusa grega e seu nome significa vitória.
Samotrácia é uma ilha que fica entre Grécia e Turquia, no mar Egeu.
Essa estátua foi achada num santuário nesta
ilha e pertence ao período Helenístico (arte grega que abrange o período do final séc IV a. C ao séc I a. C).













Ela está sobre a proa de um navio e foi mandada construir pelo General Demétrio I da Macedonia, provavelmente em comemoração a uma vitória.












La Vierge et l'Enfant em majesté entouré de six anges -Maestà
A Virgem e a Criança em majestade ao redor de seis anjos
Por Cimabue.
Data por volta de em Florença.
Arte Italiana, Cimabue foi o iniciador da escola Florentina do séc. XIV.
Deu novos padrões à arte, com sua influência bizantina no emprego de ouro em seus trabalhos, foi pioneiro nesse sentido.















A CRUCIFICAÇÃO
Por Giotto.
Data porvolta de 1330















La Vierge et l'Enfant entouré d'anges avec Saint Frediano et Saint Augustin.
A Virgem e a Criança ao redor de anjos com Santo Frediano e Santo Augustin
Por Filippo Lippe.
Data por volta de 1406 em Florença.












SAINT SÉBATIEN - São Sebastião
Por Mantegna.
Data por volta de 1480.
Mantegna, italiano, foi um pintor renascentista.

São Sebatião, este tema, foi por ele pintado três vezes, a primeira tela pintada encon
tra-se no Ku
nsthistorisches Museum em Vienna e a terceira tela no Ca'd'Oro em Veneza. Esta que se encontra no Louvre foi a sua segunda tela sobre São Sebastião.












La Vierge aux roches
A virgem nas rochas
Por Leonardo da Vinci em 1452.
Há duas versões dessa obra, a primeira encontra-se no Louvre e a segunda no National Gallery em Londres.

Esse trabalho foi encomendado a Leonardo da Vinci pela Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição para o altar da igreja Saint-François-Majeur de Milan.

Elas deram o tamanho da tela e o tema que queriam: a Virgem com Jesus, João batista criança e o anjo Uriel, fazendo referência a uma passagem de um dos Evangelhos Ápocrifos, não canônico, na qual Jesus criança teria reencontrado João Batista, seu primo, em uma caverna durante sua estadia no Egito.

Essa pintura de daVinci causou pavor às irmãs na hora da entrega e posteriormente pertubação para a Igreja por conta de alguns detalhes como por exemplo:
a) a Virgem segura em sua mão João Batista e não Jesus
b) o gesto de Uriel apontando o dedo para João Batista e olha o espectador.

Na verdade o anjo está na pintura como um intermediário entre a pintura e o espectador.

Anos mais tardes Leonardo da Vinci fez uma outra pintura do mesmo tema, retirando alguns detalhes como por exemplo o Anjo Uriel apontando para João Batista.
Esta segunda tela é a que se encontra em Londres no National Gallery.

Salomé recebe a cabSalomé reçoi la tête de saint Jean-B
aptiste
eça de São João Batista.
Por Luini.Data por volta de 1485.

















LA GIOCONDA - MONALISA
Por Leonardo da Vinci. 1506.

Foi trazida a França pelo próprio da Vinci e o Rei Francisco I teria comprado sua obra.

Todo mundo queria saber quem era essa mulher que Leonardo havia pintado e após várias informações e d
escobertas foi atribuída a imagem à esposa do comerciante florentino Francesco del Gioconda - Lisa del Giocondo.

Napoleão adorava este quadro e o manteve em um de seus aposentos durante um bom tempo.

Já foi roubada do Louvre, já jogaram ácido nela, jogaram xícara de café, creio que isso explica a extrema segurança em torno deste quadro que nem é tão grande em tamanho.

Essa é uma das salas mais visitadas e creio que seja a obra mais vista.
Ao entrar na sala há um multidão em forma de meia lua de frente para a enorme parede aonde fica a Monalisa, e você se coloca ali no meio e vai ficando até que chegue sua vez de estar na primeira fila para tirar foto.

É um sufoco! Há que ter paciência e muita vontade de fotografar esse quadro e de tão longe!

Nessa sala também estão outras grandes obras como por exemplo as Bodas de Caná, que era um dos quadros que estavam na minha lista que consistia nas obras: Monalisa, Vitória de Samotrácia, Vênus de Milo, Coroação de Napoleão e o Código de Hamurábi.

BODAS DE CANÁ
Por Veronese -Paolo Cagliari, era chamado de Veronese por ter nascido em Verona.
Data por volta de 1562/1563.













Sacre de l'empereur Napoléon ler et couronnemont del'imperatrice Joséphine dans la Cathédrale Notre-Dame de Paris, le 2 décembre 1804.

Coroação do imperador Napoleão e coroação da impera
triz Josephine na Catedral de Notre Dame em Paris, 2 de dezembro de 804.
Por Jacques-Louis - David.

David era o pintor francês preferido de Napoleão e passou a ser o pintor oficial da corte onde registrava todos os principais eventos em suas telas.
Napoleão coroou-se a si mesmo e depois à sua amada Josephina como vemos na tela, e foi isso mesmo o que aconteceu, mostrando que tinha chegado aonde chegou graças a ele mesmo.
Napoleão era realmente ousado!





LA LIBERTÉ GUIDANT LE PEUPLE
A liberdade guiando o povo
Por Delacroix.
Nessa pintura se comemora a Revolução de 1830 e a queda de Carlos X.
A mulher representa a liberdade e esta guia o povo.







Bonaparte franchissant les Alpes
Bonaparte superando os Alpes
Por Delaroche em 1800.

Essa cena já havia sido pintada por David, mas Delaroche quis dar uma imagem mais realista e humana, mostrando o perigo da passagem pelas montanhas e o olhar melancólico dos heróis. Esse momento foi quando Napoleão estava tentando pegar de surpresa o exército austríaco.














Jeanne-Darc au sacre du roi Charles VII, dans la Cathédrale de Reims
Joana Darc na coroação do rei Carlos VII na catedral de Reims.
Por Ingres.


















La Louve allaintant Romulo et Rémus.
A loba amamentando Rômulo e Remo
Itália, fim do séc. XVI.

Amulio depôs seu irmão Numitor que era Rei de Alba e temendo que seus descendentes viessem reclamar o seu trono, matou o filho de seu irmão e quanto à sua sobrinha Sílvia obrigou-a a se tornar Vestal (sacerdotisa virgem consagarada à Deus a Vesta) e fazer votos de castidade, mas isso não ocorreu, ela engravidou e teve dois filhos, gêmeos, Rômulo e Remo e para amenizar disseram que ela havia sido engravidada pelo deus Marte
(deus romano da guerra).


Amulio a trancou num calabouço e com medo de que essas crianças tivessem direito ao trono, mandou um servo para matá-los. Este, com pena, escondeu os meninos numa cesta e os colocou no rio Tibre.

O rio levou a cesta ao Monte Palatino, onde uma loba escutou o choro das crianças e como ela havia perdido seus filhotes e tinha leite, deu de mamar às crianças.
Tempos depois um pastor de ovelha chamado Faustulo encontra as crianças e passa a cuidar delas.

Ocorre que Remo foi acusado de roubo e levado a presença do rei Amúlio, que não sabia quem era ele, o pai adotivo das crianças resolve contar a Rômulo sua verdadeira história, e então ele vai libertar o irmão, mata o rei Amulio, e devolve o trono ao seu avô Numitor e a dignidade à sua mãe.
Os gêmeos viram que não havia lugar para eles em Alba e decidem voltar para o lugar onde haviam crescido, no Monte Palatino e lá fundam uma cidade - ROMA.


Psyché ranimée par le baiser de l'Amour
Psique reanimada pelo beijo do Amor.
por Canova em 1793.
Mitologia grega.

Psique (filha de um rei, seu nome significa alma em grego) era de uma extraordinária beleza, Afrodite/Vênus louca de ciúmes, envia seu filho Eros/Cupido para que plantasse uma flecha em seu coração para que fizesse amor com um mortal o mais feio e desprezível possível, acontece que quando Eros a vê se apaixona de imediato por ela, e juntos vivem uma relação amorosa num suntuoso palácio a fazendo prometer não querer conhecer sua verdadeira identidade.

Mas quando ela insiste e por curiosidade procura descobrir quem ele era Eros foge.
Afrodite em um determinado momento a coloca em sono profundo e que somente o amor pode cancelar o efeito. Eros a encontra e a beija e ela desperta. Se casam e tiveram uma filha chamada Prazer.

Vênus de Milo
Descoberta em Milo, um arquipelágo de Cicladas, ela representa a deusa Afrodite. É a obra mestra da escultura grega em mármore.

escultor anônimo.
Data por volta de 120 a.C.
















Grand Sphinx
Grande Esfinge
Encontrada em Tanis, possui 24 toneladas.
Antiguidade Egípcia
Um corpo de leão com cabeça de rei.

















Vestiges des fossés du Louvre de Phillippe Auguste et de Charles V
Fosso do Louvre Medieval.
Aqui eu fiquei muito contente, pois isso era algo que eu queria ver, mas não estava na
minha programação, pois o nosso tempo era demasiado curto. Acontece que, andando pelas galerias do Louvre, e tentando achar a saída, nós nos perdemos e acabamos chegando aqui, eu fiquei muito feliz!

Essa é parte daquela fortaleza que menciono no inicio da postagem mandada construir por Phellippe Auguste para se proteger principalmente dos Vikings, e que depois foi derrubada por Carlos V e contruído outro espaço melhor.


Código de Hammurabi
Conjunto de leis antigas escritas da antiga Mesopotâmia.

Supõe-se que foi escrita pelo rei Hammurabi por vola de 1700 a.C num monolito (pedaço de rocha), possui 46 colunas com 282 leis com escrita cuneiforme arcádica (língua falada na antiga Mesopotâmia). Possui 2,25 m de altura.