Percurso=29,6km
Percurso acumulado= 250,10km
Início= 8h45
Término= 18h30
Duração= 10h15
Etapa de subidas e uma larga descida até Triacastela, foi difícil pois tive que lidar com o meu limite.
(a casa coberta com planta na porta foi onde passamos a noite)
Na noite em que dormi no Cebreiro sonhei com pessoas que me fizeram, de alguma forma, um mal em minha vida.
Ao acordar logo de imediato não lembrei do sonho.
Pois bem, estava eu sentada na cama esperando minha mãe terminar de se arrumar e comecei a pensar: a quê ou a quem oferecerei a caminhada de amanhã?
Depois de refletir alguns momentos pensei: acho que devo oferecer às pessoas que me fizeram mal e na mesma hora a lembrança do sonho surgiu em minha mente! Eu fiquei maravilhada!
Nossa!!!
Tenho a convicção de que fui inspirada a oferecer a dificuldade da etapa seguinte para as pessoas pelas quais não tinha mais tanto apreço (seja por que motivo fosse), pois até então só vinha oferecendo a pessoas de quem gostava.
Mas o melhor de tudo foi perceber que essa intuição me pareceu que os oferecimentos até então já realizados estavam sendo aceitos.
Fiquei muito feliz, muito mesmo!!!!
Era engraçado ver os peregrinos que passavam pela gente sumir dentro da névoa a nossa frente.
Nesse dia passamos por vacas e sentimos seus agradáveis aromas que elas deixavam pelo caminho... (rsrsrsrss)

Doçuras do Caminho!
Não via a hora de chegar a Triacastela, nela chegamos as 16h e entramos em tudo quanto era pousada, albergue, hotel, mas não havia um só lugar vago.
Não restava nada mais a fazer se não o mesmo.
Meu pé estava destroçado, eu não aguentava mais caminhar.
Seguimos pela estrada e uma placa indicava 9km de distância.
Foram os 9km mais dolorosos de minha jornada, caminhava e caminhava e parecia não chegar.
Comecei a chorar de tanta dor, Rodrigo e mamãe já iam muito longe lá na frente e eu com o pé machucado, dolorido já não suportava mais, me arrastava pensei em desisitir e pegar algum carro, mas não passava um taxi.
Eu lagrimava sem parar. Estou no meu limite, pensava eu!
Optei por ficar no hotel porque não sabia como seria o amanhã, precisava tratar minha dor, precisava de um pouco de conforto e sossego.
Pelo meu estado tive que tomar uma decisão que não me agradava.
Meu pé estava ruim e estava com receio de forçar no dia seguinte e caminhar até Sarria e correr o risco de prejudicar os últimos 100km que começariam a partir dela.
Então disse: não tenho condições de caminhar amanhã.
Foi triste esta decisão, mas tive que enfrentar o meu limite, tive que entender que há momentos em que se deve recuar para se ganhar lá na frente.
Há situações em que menos é mais, há situações em que menos não é uma perda mas sim um ganho.
FREAR: em algum momento de tua vida vais fazer uso desse verbo - e será certamente para o teu bem.
O que devo frear em mim para chegar aonde quero?
Só avançar não é garantia de chegar. Um carro chega em algum lugar só avançando? Não. Se ele não frear ele não chegará, colidirá em algum momento.
Não estou certa?
Para ver mais fotos acesse o álbum abaixo:
Quer ver lindas vaquinhas? Veja o vídeo abaixo:
OI ALDI, PELO QUE TENHO ACOMPANHADO, ME PARECEU SER ESTE O PIOR TRECHO A SER VENCIDO, NEM TANTO PELAS CONDIÇÕES DO TERRENO MAS, PELAS SUAS CONDIÇÕES FÍSICAS. MAIS UMA VEZ VC DEMONSTROU, E PROVOU, QUE SUA FORÇA ESPIRITUAL É MAIOR QUE AS DIFICULDADES, FAZENDO COM QUE VC SUPERE SUAS DEMANDAS. PARABÉNS. KLB/RJ
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