Realmente um passeio que não pode deixar de ser feito ao visitar o Amazonas: nadar com as maravilhosas criaturas: os botinhos!!!!
SEN SA CI O NAL!!!!
Neste passeio, ainda de quebra você conhece um pouco da cultura de uma tribo indígena: os DESSANA TUKANA.
Também se visita a Comunidade São Thomé, aquela em que o Luciano Huck, em seu programa, fez a transformação no final do ano de 2010.
Eu e minhas amigas Cristina, Daniela e Tatiana, que estavam de férias em Manaus, fizemos este passeio cheio de emoções.
Partimos da Marina que fica por trás do Mercado Municipal numa lancha pequena às 8h20. Éramos 6 pessoas ao todo (Sr. Pedro que pilotava a lancha e o Paulo, nosso guia).
Subindo o Rio Negro, levamos
quase 2h de viagem para chegarmos ao Recanto do Boto, um
flutuante de uma família, cuja proprietária Dona Silvana demonstrou ser uma pessoa simpaticíssima e até nos presenteou com um colar
indígena ao deixarmos seu flutuante.
Ao chegarmos lá, somos informados de que não podemos alimentar aos botinhos, somente eles poderão fazer isso, ao contrário do que ocorre em Novo Airão, já falado em uma outra postagem.
Em Novo Airão não se pode nadar junto com os botinhos, mas se pode
alimentá-los.
No Recanto do Boto no Rio Negro, não se pode alimentá-los, mas podemos nadar junto com eles.
Nadar no rio junto a
o lado deles é o grande barato!!!!
Eu amei os botinhos e posso dizer com toda a certeza que eles também me amaram, pois vejam: dois botinhos brincando comigo, querendo o meu carinho...
Pode-se ver o bico de um deles na minha barriga sendo acariciado enquanto afago o o
utro com a outra mão.
Nunca vou esquecer!!!
Se eles perceberem que você tem medo eles não se aproximam de você.
Por isso, vai na paz, eles são uns amores.
Além de se ter ao lado os maravilhosos botinhos, poder nadar no glorioso Rio Negro e a mata linda a tua volta, tudo isso é verdadeiramente uma delícia!!!!
Completa interação com a natureza!
Depois de ficarmos cerca de 1h no flutuante, seguimos para a Comunidade de São Thomé, onde se realizaria ali o nosso almoço.
A Comunidade de logo se avista com suas casinhas coloridas.
Lá conhecemos o Sr. Jacaré e Dona Nair, donos da Pousada Jacaré, onde almoçamos.
A comida estava saborosa, não sou muito fã de peixe, mas o almocei mesmo assim, afinal era o prato principal! Jaraqui frito e Pirarucu frito.
Mas havia um consolo para mim, tinha batata-frita e coca-cola.... aí conquistou a garota de vez!!!!
Tinha ainda mais: salada, um bolinho de não sei o quê, que embora tenha provado não consegui identificar de que era feito, tinha arroz, macarrão, baião-de-dois, ovos cozidos, banana e um docinho abacaxi.
Almoçamos assistindo ao Programa do Luciano Huck onde mostram o antes e o depois da Comunidade São Thomé. Uma comunidade formada por 13 famílias.
Depois do almoço, o Sr. Jacaré foi nos mostrar a Pousada, tem uma sala comum onde se pode assistir à TV, e os quartos são adequados para se ter uma boa noite de sono meio da selva.
Há quartos duplos e triplos.
O banheiro é de uso comum, também adequado.
É um lugar para fugir do burburinho da cidade e se curtir a natureza.
O Sr. Jacaré nos deu os preços de seu pacote que fica em
torno de R$200,00 por pessoa o que inclui (1 diária chegando 12h e saindo às 14h do dia seguinte, pensão completa, focagem de jacaré, pescaria de piranhas, e caminhada na mata, além do traslado).
Para quem quer ficar no chalezinho o preço fica em torno de R$300,00 por pessoa.
Mas pode-se negociar com ele se você não quiser o serviço do traslado.
Ao final da postagem informo o contato do Sr. Jacaré, bem como da empresa responsável pelo nosso Passeio na figura do Sr. Joaquim.
Bem, após o almoço partimos em direção à Tribo Indígena, mas antes passamos pelas imediações do Hotel Ariaú Towers.
Conhecemos a tribo dos Dessana Tukana, a qual apresentaram o ritual de recepção, a simbologia do surgimento de diversas etnias indígenas, e a despedida.
Tudo em forma de dança.
Não demora muito, algo em torno de 30 minutos.
Ao final, no ritual da despedida, os índios tiram as damas visitantes para dançar com eles, e o mesmo fazem as índias com os cavalheiros visitantes.
Ao retornar pegamos muito banzeiro e o Sr. Pedro (quem pilotava o barco) mostrou ter a habilidade necessária para passarmos por ele. Foi no sufoco!!!
Teve uma hora em que o barco saiu da água!!!
As meninas davam gargalhadas, mal sabiam elas do risco que estavam correndo...
O Museu do Índio em Manaus foi fundado pela irmã missionária Maddalena Mazzone em 1952 e é mantido pelas Irmãs Salesianas.
A visitação é feita juntamente com uma guia que explica o acervo e conta tudo sobre as tribos indígenas do Alto Rio Negro.
O Acervo possui 3.000 objetos que foram adquiridos durante as missões Salesianas junto as mais diversas tribos como: Tukano, Yanomani, Wanana, Desse, Tariano, Kobewa e Macu.
São 6 salas divididas em: Organização Social e Adornos, Cerâmica, Trançados caça e pesca, Usos e costumes, Ritos - músicas e danças e na última sala temos Memórias.
A duração da visita fica em torno de 1h.
Endereço: Rua Duque de Caxias, 356 - Telefone (92) 3635-1922.
Na Maloca Tucano há um procedimento interessante: a maloca possui 2 portas. Eles entram por uma e saem pela outra porta. Sempre!
A foto abaixo mostra o Torokoná (Trocano ou Trocana), é um instrumento usado para comunicação dos índíos que alcança até 10 km de distância. Segundo a guia do museu é possível alcançar até 40 km.
É uma espécie de tambor feito de um tronco de árvore que é escavada a fogo. Ele fica suspenso por 4 paus e tiras de cipó, dentro de um buraco, dessa forma de acordo com a distância que se quer alcançar ele é baixado ou elevado um pouco mais. Quanto mais no fundo do buraco maior o alcance. A comunicação é dada através de determinadas golpeadas e duração das batidas.
SALA - CERÂMICA
SALA - TRANÇADOS CAÇA E PESCA
Na foto abaixo se vê um artefato chamado de Pega-Moça. O índio usa para escolher um índia para ele. Ele encaixa isso no dedo dela e puxa, isso vai se apertar de modo que não sairá. O artefato fica preso entre os dedos dos dois, de modo que não deixa a índia escapar. A índia não é obrigada a casar com ele, ela pode tentar fugir para a maloca dele, mas caso aceite, segue-se o ritual do casamento. Vários artefatos que vemos no museu é encontrado na loja de souvenirs, inclusive este. Muito lega!
SALA - USOS E COSTUMES
Na foto abaixo se vê tubos que são usados para a inalação do Paricá através do sopro de uma terceira pessoa.
O Paricá é um pó preparado com as sementes da árvore Anadenanthera Peregrina, geralmente de uso excluxivo do Xamã/Pajé que o utilizava para entrar em transe, e se comunicar com espíritos. e dessa forma conseguia fazer adivinhações, curar e até mesmo aconselhar.
SALA - RITOS MÚSICAS E DANÇAS
Na foto abaixo vemos a preparação dos mortos. Somente os homens usam as mácaras. Tudo o que o índio usava é cremado com ele.
O índio mais velho junta os ossos e coloca dentro de um triturador até virar pó e depois o coloca numa urna. É proíbido falar o nome do índio falecido por uma semana.
As cinzas mortuárias são posteriormente misturadas em um mingal de banana que é servido aos parentes, eles entendem que assim se preserva a memória do morto.
O Seringal Vila Paraíso, localizado a 50Km de Manaus, é uma reprodução de um seringal que existiu em Humaitá (munícípio do Amazonas - distância 590km) próximo ao Rio Madeira. Ele tem o objetivo de contar como era a vida do seringueiro e como vivia o dono do seringal - o seringalista, conhecido também como Coronel de Barranco. Ele se localiza na boca do Igarapé São João, afluente do igarapé Tarumã-Mirin, margem esquerda do Rio Negro. Esse complexo serviu de cenário para o filme "A Selva",co-produção luso-brasileira, do Diretor português Leonel Vieira, onde conta a história de Alberto (Diogo Morgado), um jovem português monárquico que, exilado no Brasil, consegue um emprego no seringal e se apaixona pela mulher do patrão, D. Yayá vivida por Maitê Proença. Ao final da postagem veja cenas do filme, AVISO: só se você for maior de 18 anos tá?!.
Ao desembarcar já vemos o Casarão do seringalista; lá dentro tudo foi mobiliado com móveis da época que retratam o modo de viver na Amazonia no início do séuclo XX. Depois de conhecermos a Grande Casa, passamos por uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, onde a familia do seringalista fazia suas orações. Logo em seguida vamos ao Barracão de Aviamento que era o local onde os seringueiros compravam tudo o que precisavam para o seu trabalho e a sua estadia, inclusive tecidos para roupas. Tudo era posto em uma conta, e acabavam por se tornar devedores do dono do seringal. O ajuste de conta seria feito ao final do trabalho do seringueiro, momento em que entregavam as pelas de borracha. Vemos também o local onde se banhava a mulher do patrão . Logo em seguida, seguimos por uma trilha no meio da mata, onde vamos descobrir finalmente como era tirado o látex da seringueira - muito, muito instrutivo e interessante. Os seringueiros colocavam latinhas nas seringueiras e depois de cheias saiam recolhendo-as. Com o látex coagulado, faziam uma defumação do líquido formando as bolas de borrachas.
Eles tinham uma jornada de mais de 14 horas de trabalho. Os seringueiros tinham uma vida sacrificada, acordavam de madrugada, dormiam mal, custeavam seu próprio material de trabalho e para quê? Para ganharem não tanto quanto mereciam, embora o fruto de seu trabalho ser o responsável do enriquecmento de muita gente... grandes fortunas foram feitas naquela época. Bem, voltando ao ritmo de vida do seringueiro, o Capitão de Barranco mandava buscar mulheres para alegrá-los, que tal?!!!!
E se eles lá morriam, lá eram enterrados. Também nos mostram como era feita a farinha de mandioca. Infelizmente lá não há nada para comer. É um lugar bem natural, bem simples, mas devo registrar que o banheiro se apresenta bem melhor em termos de limpeza que muitos shoppings que visitei. Mais abaixo você pode conferir o vídeo do barco chegando no Seringal, veja que beleza de passeio! Também tem um vídeo demonstrando um artifício que os seringueiros utilizavam para se sentirem menos fedorentos. É passando a mão na casa das formigas que elas faziam nos galhos das árvores, o perfume só você indo lá para sentir, doce, cheiro de flores, indescritível!
Veja ao final da postagem o vídeo em que um antigo seringueiro demonstra como se tirava o látex da seringueira. Também tem um vídeo que mostra parte do passeio de barco. Show de bola!!! Informações práticas. Lá o celular não funciona. Você chega de canoa ou barco pequeno como queira chamar..., o detalhe é que só quem sabe que você está lá é quem te leva. Quando você desembarca o rapaz do barco diz: voltarei para buscar vocês em 1h/ 1h30. Bem, é realmente tempo suficiente para se ver o que há por lá. Mas me pergunto: e se algo no caminho acontece aquele cidadão? Ninguém voltaria para nos buscar! Teríamos que ficar na beira do rio esperando que um outro barco por lá passasse, ou rezar para que outros visitantes chegassem. Quando eu fui éramos apenas 3 pessoas comigo, e quando o barco veio nos buscar ninguém veio para o museu, já que funciona até as 16h e nós fomos às 14h. Bem arriscado não? Já pensou passar a noite por lá? Bem tem a cama do Capitão de Barranco.... só não tem o Alberto!!
O barco vem parando em vários lugares, e o seringal era o último destino, ou seja o Seringal é ponto final. Como chegar: ir para a Marina do Davi na Ponta Negra. Lá chegando você desce as escadas até a beira do rio, lá tem vários barcos que saem sempre quando um barco enche e vão apenas aos lugares dos destinos das pessoas que lá estão. Você tem que dizer aonde quer ir. R$ 12,00 (ida e volta) é o preço da passagem e a duração da viagem é cerca de 20 minutos. O ingresso no museu é de R$5,00, estudante R$2,50Abertura: de quarta a domingo, das 8hs às 16hs. Exibir mapa ampliado